Analisando: inFamous
Esta análise se trata da primeira de uma série que será realizada aqui no AnaliTech, referente a franquia de jogos inFamous. Portanto, começaremos com o primeiro jogo.
Resumindo brevemente, inFamous é um sandbox mundo aberto, TPS (tiro em teceira pessoa) com elementos de parkour e RPG. Também apresenta características de ficção científica, com inspirações de outros jogos e franquias. Mas de que serve uma análise se não para descrever detalhadamente?
O jogo foi lançado no dia 26 de maio de 2009 para a plataforma da Sony na época, o PS3 (Play Station 3). Produzido pela Sucker Punch e distribuído pela Sony, o game recebeu diversos elogios do público em geral, mas poucos sabem que a escolha de publicar esse jogo foi uma decisão bastante arriscada para a empresa que o desenvolveu.
Tudo isso se dá pois a Sucker Punch já havia se estabelecido no mercado com a série de jogos Sly Cooper, que possuía um visual mais chamativo para crianças, além de contar com mecânicas de stealth e plataforma. Portanto, o desenvolvimento de inFamous significava ir completamente contra todos os padrões que a empresa já havia estabelecido, já que este game contava com uma narrativa mais adulta, com violência e outros aspectos que atraíam os jogadores mais velhos.
Mas, mesmo correndo todos esses riscos, a franquia inFamous consagrou o nome da empresa Sucker Punch. Foi um tiro certeiro para a comunidade de jogadores.
Enredo:
No jogo, você controla Cole MacGrath, que no início da campanha não passava de um entregador de encomendas comum. Mas sua vida muda quando ele fica encarregado de entregar um pacote um diferente dos demais, no qual continha-se uma esfera brilhante que ocasionou uma explosão, danificando não somente Cole, como também uma grande parte da cidade em que ele morava (um local fictício chamado Empire City).
Enquanto todos pensavam que Cole estava morto, este se revelou portador de um gene que o permitia absolver energia. A explosão acabou por ativar o gene no corpo do protagonista, fazendo-o sobreviver a todos os danos.
Os portadores desse gene passaram a ser conhecidos como "condutores", e se tratavam de humanos capazes de realizar feitos impossíveis para uma pessoa comum. Entre eles: capacidade regenerativa sobre-humana, poderes diversos e etc.
Seu objetivo no jogo é encontrar a pessoa por trás da explosão e de todos os outros eventos que acontecerão na cidade. Também cabe a você fazer escolhas que decidirão o futuro de alguns personagens. Essas escolhas determinarão como você será visto pelas pessoas que o cercam: como herói ou como vilão.
Karma:
O maior diferencial do jogo é o sistema de karma, onde você pode tomar decisões que influenciam as ações de Cole como um bom ou mal protagonista. Dependendo das escolhas que o jogador realizar, não só o desfecho da narrativa é alterado, como também os poderes que o protagonista poderá adquirir e a maneira como ele será tratado pelos cidadãos comuns.
Jogabilidade:
O jogo recebeu inúmeras criticas positivas referente à jogabilidade. Os controles são fluídos e precisos, sendo possível realizar diversas ações ao mesmo tempo sem dificuldades (como correr e atirar, escalar e atirar, etc).
Cole também possui uma árvore de habilidades que pode ser usada para melhorar e adquirir novos poderes, sendo que esses poderes vão se amplificando e variando de acordo com seu Nível Kármico.
O sistema de tiro é um TPS "run and gun" semelhante ao da franquia Uncharted da Naugthy Dog, onde o jogador pode fazer parkour, atirar e planar. Porém aqui o protagonista utiliza correntes elétricas para se defender em vez de armas convencionais.

O arsenal do jogo também não deixa a desejar, é composto por diferentes tipos de ataques de energia (como tiros normais, granadas, mísseis e um ataque especial chamado "Karmic Overload"). Um importante recurso nas seções de batalha é manter energia sobrando, caso contrário Cole não poderá usar suas habilidades em batalha. Mesmo assim é sempre possível recarregar a energia do personagem em objetos emissores de eletricidade, como postes, letreiros ou painéis.
Diferente dos controles bem precisos de tiro, o sistema de parkour é um tanto travado e possui uma certa demora na resposta, mas nada tão grave a ponto de prejudicar a experiência com o jogo.
O game também conta com diferentes tipos de inimigos, sendo a maior parte deles atiradores comuns, atiradores fortes, e atiradores com lança-mísseis. Todos os inimigos comuns possuem arsenais repetidos e podem jogar granadas. Outros inimigos, esses menos convencionais, são os sub-chefes do jogo, que aparecem como grandes monstros de concreto formados por outro condutor. Eles costumam se repetir bastante durante o gameplay, o que acaba tornando o combate um tanto massante.
Elogios:
Um dos principais elogios que se tem para fazer a esse jogo é sem dúvida o fator replay, que consiste em jogar novamente fazendo uma rota diferenciada, onde suas escolhas podem divergir da jogatina anterior e, mesmo assim resultar em uma experiência diferente.
Outro aspecto do jogo que mesmo para a época já se mostrava bastante avançado eram os gráficos. Estes contavam com um sistema de captura de movimentos semelhante a usada no desenvolvimento da série Uncharted. Vale ressaltar que as cutscenes do game também eram bastante bonitas.
O sistema de escolhas também não deixa a desejar, é impactante e faz com que o jogador possua total controle sobre a trama do jogo. É certo elogiar esse sistema, já que sempre foi pouco explorado na indústria de games.
Críticas:
O principal crítica em evidência é sem duvida a repetição. Tanto de inimigos, quanto de NPCs ou missões. É certo dizer que isso acaba tornando a gameplay massante e as vezes enjoativa.
Esse aspecto acabou por se repetir futuramente, resultando na reclamação constante dos fãs da franquia.
O mundo aberto do jogo deixa a desejar em vários fatores, como a falta de liberdade e de opções de customização do personagem. O cenário em que o game se passa também possui poucos detalhes e acaba por ser também repetitivo.
Poucos bugs comprometem realmente a gameplay, porém estes estão constantemente aparecendo no jogo, seja por delays de controle ou por falta de densidade nos itens do cenário.
Meu aproveitamento pessoal:
Quando pude finalmente jogar o primeiro jogo da série, eu já havia jogado e zerado suas sequências. Portanto inFamous me pareceu cheio de defeitos comparados aos outros jogos da franquia. Mas isso se deve ao fato de que o joguei em 2017, e os jogos que o sucederam corrigiram a maior parte de seus erros e aprimoraram suas mecânicas.
Na época de lançamento desse game, ele inovou em vários aspectos, então devemos levar em consideração a data de publicação e as limitações da geração passada.
É certo dizer que o jogo possui vários erros visíveis ao público moderno e acostumado aos jogos atuais, mas ao analisar os elementos do game, levo em consideração que se desenvolvimento se deu oito anos atrás.
Então, ao meu ver, inFamous é sim um bom jogo e merece ser ao menos testado. Minha nota, considerando todos os fatores citados anteriormente, é 8,5/10.






foda!!!!!!!
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